terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vida afinadíssima



A campainha da casa tocou, e a senhora foi atender. Ela abriu a porta e se deparou com um senhor à entrada da casa, segurando algumas ferramentas. Ela olhou bem e disse:

- Em que posso ajudá-lo?

- Eu vim afinar o seu piano - o senhor respondeu calmamente.

- Mas eu não chamei ninguém para vir afinar o meu piano - disse a senhora toda exasperada.

- Calma, senhora! - respondeu o homem. - Eu sei que a senhora não chamou, mas os seus vizinhos chamaram.

Muitas vezes, não nos damos conta de que a nossa vida está fora do tom. Agimos como se tudo tivesse às mil maravilhas. Entretanto, aqueles que estão ao nosso redor logo percebem que alguma coisa não está em harmonia. Aliás, conheço muitas pessoas que se esforçam para mudar a música, mas acabam na mesma ladainha. Dizem que estão enroladas, que tentaram de tudo e já não sabem o que fazer. Falo de pessoas que estão passando aquele sufoco! Pode ser que você esteja entre elas. E aí, você já experimentou falar com Deus e contar a Ele que as cordas do seu coração estão arrebentadas? Pode ser que sua vida esteja assim, desafinada por estar faltando apenas um toque do Senhor. Nunca é tarde para uma nova canção.

Quando o íntimo está desafinado, o assunto é espiritual e precisa ser tratado de forma bem pessoal. Uma boa afinação requer instrumentos próprios. Da mesma forma, se você deseja ter uma vida em ordem, o arrependimento, um novo compromisso e um retorno para os braços de Jesus serão as cordas que Deus usará para afinar o seu interior e voltar a comandar a orquestra da sua vida.

Ponha sua vida diante do Senhor e Ele colocará “um novo cântico na sua boca”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quando não se conhece a Deus



Alguma vez você já se perguntou se houve um tempo em que a imoralidade e a licenciosidade imperassem como em nossos dias? Bom, meditemos hoje na época em que o profeta Oséias viveu. Naquele tempo a adoração da criatura tinha despojado a adoração do Criador, e quando isso acontece, quando o ser humano e o que ele pode fazer se tornam o centro da atenção, então se dá lugar a uma religião de exterioridades.

Nos dias de Oséias, ninguém mais obedecia ao Deus verdadeiro. Prevaleciam a falta de honestidade e a falsidade diante de Deus e dos homens. Eram dias de prosperidade material, mas de pobreza espiritual. Pervertia-se a justiça, oprimia-se os pobres e adulterava-se em nome de Deus, pois se tinha misturado o culto pagão com a adoração ao verdadeiro Deus.

É diante desse quadro que Oséias diz, no capítulo cinco, versículo quatro: “O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque o espírito da prostituição está no meio deles, e não conhecem ao Senhor”. Veja, a razão é porque “não conhecem ao Senhor”.

Se não conheciam a Deus, como pretendiam servi-Lo? Se não O conheciam, como rendiam culto a Ele? É possível “servir a Deus e dar-Lhe culto” sem conhecê-Lo? Bom, a história do povo de Israel nos dias de Oséias nos prova que sim.

Qualquer culto, qualquer igreja, qualquer mensagem, que desvia do Deus verdadeiro os olhos do povo e de alguma forma tenta levar a atenção dos homens à criatura, ao ser humano, ao seu comportamento e às suas consecuções, dá evidência de que o conhecimento de Deus está obscurecido, limitado ou nulo e mais cedo ou mais tarde, esse tipo de religião dá lugar a um cristianismo oco e de fachada. 
Quer dizer que não devemos ensinar ao povo como vestir-se, como alimentar-se e como comportar-se? Não. O que estou dizendo é que devemos ensinar ao povo como vestir-se, como alimentar-se e como comportar-se, vivendo uma vida de comunhão diária com Cristo.

Ensinar normas de conduta é apenas ético. Mas o cristianismo que Jesus veio ensinar é mais do que um código moral de ética. Ele veio transformar vidas, criar novas criaturas, que depois de transformadas, sentissem alegria em viver os princípios eternos de Sua santa Lei.

No capítulo seis, verso oito, Oséias chama ao reino do Norte de “bolo não virado”. E aqui Deus usa mais uma vez o profeta para combater a casca da religiosidade. Um bolo não virado só fica assado de um lado e por dentro é massa crua. Deus não aceita isso. Ele quer o bolo cozido por dentro e, naturalmente, dourado por fora. Deus se deleita no bom comportamento de Sua igreja. As boas obras sempre são para louvor de Seu nome. São uma oferenda cheirosa para Ele, mas só quando resultam de uma vida interior de comunhão diária com Cristo.

O Espírito Santo está pronto a reproduzir em nós o caráter de Cristo, mas precisamos permitir que Ele habite em nós cada minuto da vida. (Alejandro Bullon)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Você ainda se lembra?



Você ainda se lembra? Ainda está apaixonado por Ele? Lembre-se de Jesus. Antes de lembrar-se de qualquer outra coisa ou pessoa, lembre-se dEle. Mesmo que você se esqueça de alguém, dEle não se esqueça.

Ah, mas como esquecemos rapidamente… Tanta coisa acontece ao longo dos anos. Tantas mudanças no interior. Tantas alterações exteriores. Em algum lugar, lá atrás, nós O deixamos. Não nos afastamos dEle – simplesmente não O trouxemos conosco. Compromissos, promoções, orçamentos, nascimentos… e Cristo é esquecido.

Faz algum tempo desde a última vez que você olhou para o céu com um assombro sem palavras? Faz algum tempo desde a última vez que você se deu conta da divindade de Deus e da sua própria natureza carnal?

Em caso afirmativo, é bom que você saiba de uma coisa. Ele ainda está ali. Ele não partiu. Debaixo de todos aqueles papéis, livros, relatórios e anos, em meio a todas aquelas vozes, rostos, memórias e fotografias. Ele ainda está ali. (Max Lucado)

Querido (a), você se esqueceu de Jesus? Teu amor por Ele desapareceu com o passar do tempo? Deixe que Cristo renove o seu amor e este flua livremente outra vez, como aconteceu antes...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O capítulo que não devia existir



O capítulo 11 do segundo livro de Samuel não deveria nunca ter sido registrado na Sagrada Escritura. Este capítulo é o retrato de toda a miséria e vileza de que o ser humano é capaz quando rompe sua comunhão diária com Deus. Mas o capítulo está ali, como uma prova de que por mais doloroso que seja, o pecado é parte da experiência humana. É justamente por isso que Jesus Se fez homem: a fim de solucionar esta triste situação.
Adultério e homicídio juntos. Como pôde aquele pastorzinho inocente, que em nome de Deus matava ursos e leões e acabara com o gigante Golias, que escarnecia do povo de Deus, ter sido capaz de um duplo pecado, tão repugnante aos olhos da sociedade?
O incidente registrado neste capítulo deveria sempre lembrar-nos de que não somos sequer capazes de imaginar a que profundezas podemos descer se soltarmos o braço poderoso de Jesus.
Às vezes, diante da notícia de alguém que se feriu na luta contra o pecado, perguntamos: “Como foi capaz de fazer isso?” O homem carnal é capaz disso e muito mais. O capítulo 1 da carta aos Romanos mostra o quadro do homem que nega um lugar a Deus em sua existência. Ele é entregue à “paixões infames”, à “imundícia” e à “concupiscência de seu coração”.
Graças a Deus que não existe apenas o capítulo 11 em II Samuel. Louvado seja o Senhor pelo capítulo 12. Obrigado a Deus pelo confronto do homem com sua própria consciência, que não é outra coisa senão a voz do Espírito Santo; e obrigado, acima de tudo, porque a graça redentora do Pai é capaz de tocar o coração do filho. Davi caiu em si, reconheceu a miséria de sua situação, viu-se um monstro, achou-se longe do reino de Deus, na terra da culpa, loucura e morte e de lá gritou: “Senhor, pequei, tem compaixão de mim”.
O Salmo 51 registra a oração penitente de um homem que enxergou a grandiosidade de seu pecado, o grito desesperado de alguém que sente que Deus deve fazer um transplante de coração em sua vida. Davi reconhece que nasceu pecador, que o vírus do mal está em cada partícula de seu ser, mas não se conforma com essa situação, e clama: “Purifica-me e serei limpo, lava-me e serei mais branco do que a neve”.
Quando o Espírito Santo nos mostra nossa realidade, não é para levar-nos ao desespero e ao suicídio, é para ajudar-nos a entender o valor do remédio! “Quando Ele vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”.
Convencer-nos só do pecado não teria valor sem a justiça de Cristo, ao passo que mostrar-nos só a justiça não teria muito sentido sem mostrar-nos o futuro, o qual devemos enfrentar sem medo, apesar de nosso passado escabroso, porque ele já foi perdoado por Jesus. (Alejandro Bullon)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Deixe de ser pobre



Você é pobre simplesmente porque não sabe que é rico. Parece uma brincadeira, mas é verdade. Você tem e não sabe que tem. Você passa necessidade. Você sofre. Você chora. Você reclama. Você passa vergonha. Você se desespera. Tudo à toa. Você tem o suficiente e muito além do suficiente.
Seu caso é igualzinho ao do mendigo francês que tinha em sua velha conta bancária trezentos mil francos em dividendos de ações de uma firma em que trabalhara e não sabia. Até tomar conhecimento desta pequena fortuna, ele viveu como pobre.
Em Cristo você é rico. Muito rico. Você tem perdão para os seus pecados. Purificação para as suas injustiças. Esponja para o seu passado. Alívio para a sua dor. Pastos verdejantes para a sua fome. Águas tranquilas para a sua sede. Descanso para a sua alma. Provisões para a sua ansiedade. Consolo para as suas lágrimas. Vida eterna para o presente e para o além. É tudo verdade. Não há exagero algum. A riqueza está em Cristo. Se você se relaciona com Ele, tudo isso torna-se seu. Não é mentira. É exatamente assim.
Deixe de ser pobre. Para que sofrer, se há recursos, se há provisões, se há fartura? É uma questão de fé: “Quem crê no Filho [de Deus] tem a vida eterna” (João 3:36). O verbo está no presente (tem) e não no futuro (terá). Só lhe falta uma coisa: “Tome posse da vida eterna” (I Timóteo 6:12). Em outras palavras: “Agarre-se com firmeza à vida eterna que Deus lhe concedeu e que você reconheceu numa confissão tão notável diante de tantas testemunhas” (A Bíblia Viva)